Política

Promotores investigam facções do PLD após escândalo de financiamento partidário

Uma das facções está associada ao saudoso primeiro-ministro Shinzo Abe, enquanto a outra é liderada por Toshihiro Nikai

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Tóquio, Japão — Uma equipe de investigadores do Ministério Público do Distrito de Tóquio realizou buscas nos escritórios de duas facções ligadas ao Partido Liberal Democrático (PLD) nesta terça-feira (19), como parte das investigações sobre o escândalo de fundos políticos envolvendo o governo do primeiro-ministro Fumio Kishida, conforme relatado pela Kyodo News.

Os promotores visitaram facções vinculadas ao falecido primeiro-ministro Shinzo Abe e lideradas pelo ex-secretário-geral do partido, Toshihiro Nikai.

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A investigação criminal busca esclarecer se dezenas de legisladores receberam fundos não declarados nos registros oficiais do partido, provenientes de eventos de arrecadação ao longo de cinco anos, até 2022, de acordo com informações da agência Reuters.

Estima-se que os fundos em questão cheguem a 500 milhões de ienes (3,5 milhões de dólares) para a facção Abe e mais de 100 milhões de ienes para o grupo Nikai.

O escândalo já levou à substituição de quatro ministros ligados à facção liderada por Abe, afetando a popularidade do governo de Kishida, que registrou uma taxa de apoio mínima de 22,3%, conforme a última pesquisa da Kyodo News.

As facções do PLD têm práticas de estabelecer cotas para legisladores na venda de ingressos para o partido, muitas vezes ao preço de 20.000 ienes. Se as metas são superadas, fundos extras são repassados como comissão.

No entanto, a Lei de Controle de Fundos Políticos do Japão proíbe doações corporativas a legisladores individuais, permitindo que entidades políticas arrecadem fundos por meio de vendas de ingressos para eventos de arrecadação, desde que os declarem nas contas do partido.

A facção Abe enfrenta acusações de não registrar esses fundos, violando potencialmente a lei vigente.

Foto: Reprodução/NTV

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