Política

Kishida substituirá cinco membros de equipe após escândalo

Membros do partido e do governo sob suspeita de receberem fundos partidários não registrados

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Tóquio, Japão — O primeiro-ministro Fumio Kishida está enfrentando novos desafios, sendo forçado a substituir quatro membros de sua equipe devido a suspeitas de uso de fundos partidários não registrados, informaram fontes ao jornal Asahi.

Os quatro integrantes a serem retirados de seus cargos no governo e no Partido Liberal Democrático (PLD) são o secretário-chefe de gabinete, Hirokazu Matsuno; o ministro da Economia, Comércio e Indústria, Yasutoshi Nishimura; Koichi Hagiuda, presidente do Conselho de Pesquisa Política do PLD; e Tsuyoshi Takagi, presidente do Comitê de Assuntos Parlamentares do PLD.

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Hiroshige Seko, secretário-geral da bancada da Câmara Alta do PLD, também está sendo considerado para substituição, devido à sua conexão com o escândalo.

Os cinco fazem parte de um conselho executivo de 15 membros conhecido como “goninshu” (cinco futuros líderes), liderando a maior facção dentro do PLD. A retirada desses legisladores de cargos governamentais e partidários representaria um golpe significativo para a administração Kishida.

O primeiro-ministro aguardava decisões das autoridades investigativas, mas diante das críticas públicas, parece inevitável realizar mudanças em sua equipe.

Fumio Kishida se reuniu no sábado (9) com o vice-presidente do partido, Taro Aso, em sua residência oficial para discutir as mudanças de pessoal e o processo de seleção de sucessores.

Na quarta-feira (13), Kishida planeja conceder uma entrevista coletiva ao final da sessão extraordinária do Parlamento para explicar o rumo futuro de sua administração.

O Ministério Público Distrital de Tóquio está investigando as suspeitas de que Matsuno não registrou mais de 10 milhões de ienes (aproximadamente 694 mil dólares) recebidos da facção Abe do PLD nos últimos cinco anos em seus relatórios de fundos políticos.

Além disso, surgiram suspeitas de que Nishimura, Takagi, Hagiuda e Seko, assim como Ryu Shionoya, ex-ministro da Educação e atual líder do conselho executivo da facção Abe, receberam fundos não registrados.

Foto: GettyImages

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