Japão

Aoki Holdings teria registros de conversas entre suspeitos de suborno nos Jogos de Tóquio

A promotoria de Tóquio ordenou a prisão do ex-presidente da empresa Aoki Hironori

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Fontes afirmam que a empresa de vestuário japonesa Aoki Holdings manteve registros de conversas entre suspeitos no caso de pagamento de propinas em contrato de patrocínio dos Jogos de Tóquio.

A promotoria de Tóquio ordenou a prisão do ex-presidente da empresa Aoki Hironori e de dois outros executivos acusados de pagar propinas em valor equivalente a 380 mil dólares ao ex-integrante do comitê organizador da Tóquio 2020 Takahashi Haruyuki, que também foi preso. Os quatro negam as acusações.

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Afirma-se que, a partir de janeiro de 2017, os ex-dirigentes da Aoki Holdings participaram com frequência de refeições em companhia de Takahashi. Teriam feito várias solicitações a respeito do patrocínio, como de promoção da comercialização de produtos oficialmente licenciados.

Fontes declararam à NHK que um alto funcionário da empresa elaborou uma lista cronológica das datas e dos horários dos encontros. O mesmo funcionário também teria feito a transcrição de diálogos entre os participantes. Além disso, foram feitas gravações de áudio de algumas das reuniões.

A Promotoria teria apreendido os documentos e as gravações, e estaria analisando o material.

O ex-presidente da empresa Aoki Hironori teria argumentado que não considerava Takahashi um servidor público. No entanto, membros do comitê organizador dos Jogos de Tóquio são considerados servidores públicos e, pelo Código Penal do Japão, não estão autorizados a receber quantias financeiras ou presentes relacionados ao exercício das funções.

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