Economia

Índice de preços ao consumidor no Japão sobe 3,1% em agosto

Alimentos impulsionam inflação anual de 3% no Japão, com queda histórica na conta de eletricidade

Índice de preços ao consumidor no Japão sobe 3,1% em agosto

Tóquio, Japão — Números recentemente divulgados revelam que o Japão enfrenta um desafio contínuo em sua luta contra a inflação, com taxas de 3% ou superiores mantendo-se firmes por um período de um ano completo. O aumento notável nos custos dos alimentos parece ser o principal responsável por essa escalada inflacionária.

Segundo dados fornecidos pelo Ministério do Interior e Telecomunicações, o índice de preços ao consumidor, excluindo alimentos perecíveis, registrou um aumento de 3,1% em agosto, em comparação com o mesmo mês do ano anterior.

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Essa marca de 3% foi inicialmente atingida em setembro do ano passado e, desde então, a inflação tem permanecido acima desse patamar preocupante.

Os preços de uma ampla gama de produtos alimentares experimentaram um aumento significativo no último mês, resultando em um índice que subiu mais de 9%.

Notavelmente, itens perecíveis não foram considerados nesse cálculo, devido às flutuações naturais de preços associadas às condições climáticas.

Apesar desse cenário de inflação persistentemente alta, há notícias positivas a serem destacadas. As contas de eletricidade dos consumidores japoneses tiveram uma queda surpreendente de mais de 20%, representando o maior declínio desde que os registros comparativos começaram em janeiro de 1971.

Essa drástica redução foi impulsionada pelos subsídios governamentais que visam aliviar o fardo das famílias e pelo declínio geral nos preços dos combustíveis.

Autoridades do Ministério do Interior e Telecomunicações alertam que, se não fossem os subsídios relacionados à energia elétrica e ao gás, a inflação poderia atingir até 4,1%, ressaltando a importância dessas medidas para conter a escalada dos preços no país.

A situação econômica do Japão continua a ser monitorada de perto, uma vez que o governo e as autoridades buscam soluções para enfrentar esse desafio inflacionário persistente.

Foto:  Reprodução

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